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A revolução silenciosa dos carros que se atualizam sozinhos

Você já imaginou acordar e descobrir que seu carro ficou mais rápido durante a noite? Ou que ganhou uma função nova sem você precisar ir à concessionária? Parece coisa de filme de ficção científica, mas é exatamente isso que está acontecendo com os carros modernos. Bem-vindo à era dos veículos definidos por software, onde seu carro pode literalmente melhorar enquanto você dorme.

A Tesla foi pioneira nessa história, mas hoje praticamente todas as montadoras estão correndo atrás. E não é para menos: imagine poder corrigir um problema, adicionar uma funcionalidade ou até mesmo aumentar a potência do motor sem o cliente precisar sair de casa. É a revolução mais silenciosa da indústria automotiva, mas talvez a mais impactante.

O conceito é simples na teoria, mas complexo na execução. Os carros modernos têm mais linhas de código que um caça F-35. São milhões de linhas de programação controlando desde o ar-condicionado até os sistemas de segurança. E tudo isso pode ser atualizado remotamente, como se fosse um smartphone gigante sobre rodas.

A BMW foi uma das primeiras a abraçar seriamente essa tecnologia. Seus carros mais novos recebem atualizações que podem melhorar a resposta do acelerador, otimizar o consumo de combustível ou até mesmo adicionar novos modos de condução. É como se você comprasse um carro e ele continuasse evoluindo ao longo dos anos, em vez de ficar obsoleto.

Mas a coisa fica ainda mais interessante quando falamos de carros elétricos. A Lucid Air, por exemplo, já recebeu atualizações que aumentaram sua autonomia em dezenas de quilômetros. Não foi mudança de bateria, não foi modificação física. Foi puro software otimizando melhor o uso da energia. É como descobrir que sua casa tem cômodos secretos que você não sabia que existiam.

A Ford está levando isso para outro nível com o F-150 Lightning. O sistema Sync 4A não só recebe atualizações regulares como aprende com os hábitos do motorista. Se você sempre liga o ar-condicionado ao entrar no carro, ele começa a fazer isso automaticamente. Se você costuma ouvir música em determinado volume, ele já deixa ajustado. É uma personalização que vai além do que qualquer concessionária poderia oferecer.

O mais fascinante é como isso está mudando a relação entre fabricante e cliente. Antes, você comprava um carro e praticamente não tinha mais contato com a montadora até a próxima compra. Agora, existe uma conexão constante. A Mercedes-Benz sabe exatamente como você dirige, quais funções usa mais, onde costuma ir. E usa essas informações para melhorar não só seu carro, mas toda a linha de produção.

Claro que nem tudo são flores. Tem gente que fica desconfortável com a ideia de ter um carro conectado 24 horas por dia. E a preocupação faz sentido: se seu carro pode receber atualizações, teoricamente também pode ser hackeado. As montadoras investem pesado em cibersegurança, mas é uma corrida armamentista constante contra hackers cada vez mais sofisticados.

A Volvo encontrou uma forma interessante de lidar com essa questão. Seus carros têm um "modo offline" que desconecta completamente o veículo da internet quando o motorista quer privacidade total. É como colocar o celular no modo avião, mas para carros. As funcionalidades básicas continuam operando, mas nada de dados sendo transmitidos.

Uma das aplicações mais impressionantes dessa tecnologia está nos sistemas de segurança. A Subaru conseguiu melhorar significativamente a precisão do EyeSight, seu sistema de prevenção de acidentes, através de atualizações de software. Carros que já estavam nas ruas ficaram ainda mais seguros da noite para o dia. É literalmente salvar vidas por meio  de códigos.

A Audi está experimentando atualizações que mudam completamente a personalidade do carro. Por meio  do sistema MMI, é possível baixar diferentes "perfis de condução" que alteram não só a resposta do motor e suspensão, mas também a iluminação interna, os sons do sistema e até mesmo o comportamento da direção assistida. É como ter vários carros em um.

 

 

O que mais impressiona é a velocidade dessas mudanças. A Rivian, fabricante de picapes elétricas, lançou uma atualização que adicionou um modo "Tank Turn", permitindo que o veículo gire praticamente no próprio eixo. Imagine explicar isso para alguém há dez anos: "Ah, minha picape aprendeu a girar como um tanque de guerra através de uma atualização de software". A General Motors está apostando pesado na plataforma Ultifi, que promete transformar seus veículos em verdadeiros computadores sobre rodas. A ideia é que funções que hoje são opcionalmente caras, possam ser ativadas posteriormente por meio de software. Quer aquecimento nos bancos? Paga uma taxa mensal. Quer mais potência? Assina um plano premium. Isso levanta questões interessantes sobre propriedade. Se você compra um carro mas precisa pagar mensalidades para usar certas funções, você realmente é dono do veículo? A BMW tentou cobrar uma assinatura mensal para usar o aquecimento dos bancos e enfrentou uma revolta dos clientes. Teve que voltar atrás rapidamente. Mas nem tudo é polêmico. As atualizações também estão resolvendo problemas que antes exigiam recalls caríssimos. A Hyundai corrigiu um problema no sistema de frenagem de milhares de carros com uma simples atualização noturna. Economizou milhões de dólares e poupou os clientes de terem que levar o carro na concessionária. O futuro promete ser ainda mais interessante. Carros que aprendem com outros carros da mesma marca, compartilhando informações sobre condições de trânsito, buracos na pista, até mesmo sobre a melhor forma de dirigir em determinadas situações. É inteligência coletiva aplicada ao transporte, assim como já feito por aplicativos de GPS.

A Tesla já faz isso em certa medida. Quando um de seus carros identifica um obstáculo ou perigo, a informação é compartilhada com toda a frota. É como ter milhões de motoristas experientes te ajudando a dirigir melhor. E tudo isso acontece em tempo real, sem você nem perceber.

Talvez estejamos vivendo a maior transformação da indústria automotiva desde a invenção do motor a combustão. Carros que evoluem, aprendem e melhoram continuamente. É uma mudança tão profunda que talvez a gente só perceba sua real dimensão daqui alguns anos, quando olharmos para trás e nos perguntarmos: Como conseguimos viver com carros  sem inteligência, que nunca mudavam depois que saíam da fábrica?

 

 

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